Testemunho do Padre Eugenio Maria, fmdj - Fraternidade Monástica dos Discípulos de Jesus para a Glória de Deus Pai.
Testemunho do Padre Eugenio Maria, fmdj - Mosteiro Regina Pacis
Sou o Padre Eugenio Maria Pirovano La Barbera, fundador da Fraternidade Monástica dos Discípulos de Jesus para a Glória de Deus Pai. Esta Fraternidade nasceu em Medjugorje, uma pequena aldeia da Bósnia-Herzegovina, antiga Iugoslávia, por um chamado direto de Nossa Senhora Rainha da Paz feito a mim através da vidente Vicka. Para entendermos melhor a história da Fundação da nossa Fraternidade, vou contar um pouco sobre a minha vida, a fim de podermos contemplar os planos de Deus que, desde toda a eternidade, pensou e quis esta obra, gerada no seio de Maria.
Sou um sacerdote italiano, agora naturalizado brasileiro, e pertencia a um Instituto Missionário, o PIME.
Iniciei minha caminhada no Brasil em 1979, na cidade de São Paulo, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, enquanto aguardava que fossem resolvidos os …Mais
Então, o fato me dava fastígio, me deixava um pouco nervoso, porque todo mundo olhava para ele, ninguém olhava para mim, que estava pregando, não? (E nós, padres, também gostamos de ser escutados). Mas naquela ocasião eu não fiz nenhuma observação, porque senti medo. Pensei: “Vai ver que se eu digo: Cale-se!, Nossa Senhora me aparece”. E fiquei quieto. E também daquela vez foi bem breve a via-sacra.
O jovem parou de chorar, e aí me deu um nervoso (eu sou italiano, sou meio nervosinho). Pensei: agora vou lá e vou ver o que é que o rapaz tinha. (Eu sou muito bom nas pregações, mas não tanto assim que faça as pessoas chorarem…). E o rapaz se virou para mim e disse: “Pe. Eugênio, eu peço desculpas se aconteceu tudo isso. Olha, eu vi, como num cinema, todos os meus pecados. Eu chorava, me arrependia, chorava, e via outros pecados; eu me arrependia, chorava, e via outros pecados”. E dentro de mim, devo confessar, eu pensava: “Puxa! Deve ser um grande pecador este jovem!”. Porque um jovem de vinte anos, chorando em toda a via-sacra… E ele disse: “Quando o senhor parou de falar, eu escutei uma voz bem clara, que não era a sua, e que dizia: Os seus pecados estão perdoados, mas é necessário o perdão da Igreja. Vai e se confesse com o Pe. Eugênio”.
E eu confessei este jovem que tinha muitos pecados, entre parênteses, não estou revelando um segredo de confissão, mas eu perdoei e, a um certo momento, este jovem disse: “Padre, eu tenho uma coisa para dizer”. Respondi: “Diga”. E ele arregaçou as mangas. Estava tudo preto. Ele se injetava heroína pura. Depois, eu olhei para ele e vi que ele pegou no bolso ampolas de heroína, que levava consigo, e as quebrou na pedra lá na Montanha. Eu disse: “Olha, meu filho, eu não sou médico, mas todo mundo sabe que, quem se injeta heroína pura, não pode parar de um dia para o outro”. Lembro ainda que ele levantou os braços e me disse: “Padre Eugênio, eu estou curado. E este é o sinal que Nossa Senhora te oferece para acreditar”.
Este foi um grande sinal. E, a partir daquele ano, eu comecei a freqüentar Medjugorje todos os anos, até duas vezes por ano, em janeiro e novamente em julho. Fui também durante o período da guerra e nada me aconteceu. Era difícil ir até lá durante o período da guerra, tinha guerra, tinha soldados, mas eu sempre fui fiel. E aconteceu a minha segunda grande experiência em Medjugorje, em janeiro de 1993.
Durante uma grande romaria, da qual eu participava, ocorreu uma aparição de Nossa Senhora para a Vicka. E, como normalmente acontece com todos os videntes, quando termina a aparição eles transmitem alguma coisa que Nossa Senhora tenha dito. Normalmente é: “Nossa Senhora nos abençoou”, “Nossa Senhora colocou as mãos sobre vocês”, e eu já estava acostumado a este tipo de mensagem que os videntes continuamente transmitem.
Eu não conhecia a Vicka e nunca procuro pelos videntes. Eu ia a Medjugorje por causa daquele experiência que tive com Nossa Senhora. Porém, naquele ano, 1993, depois da aparição, Vicka, em vez de transmitir uma mensagem de Nossa Senhora, virou-se para os milhares de peregrinos, perguntando: “Quem é Padre Eugênio do Brasil?”. Eu na hora fiquei meio receoso, porque era no tempo do regime comunista e eu não sabia o que estava acontecendo. Não me apresentei, fui embora. Mas, à noite, a minha curiosidade venceu, então decidi ir à casa de Vicka. Era a primeira vez que eu entrava na casa de uma vidente. Fui lá e lhe disse: “Vicka, hoje, depois da aparição, você falou dum certo Padre Eugênio. Eu me chamo Padre Eugênio e sou missionário no Brasil”. Ela disse: “É do senhor que estava falando. Nossa Senhora disse para o senhor deixar a sua paróquia, deixar as suas ocupações para formar uma Fraternidade onde se reze, essencialmente se reze, uma comunidade contemplativa onde monges e monjas, homens e mulheres, possam rezar e possam cuidar também dos meninos de rua, daqueles mais necessitados”.
Eu olhei para a Vicka e achei, pela primeira vez, que ela talvez não estivesse vendo Nossa Senhora, porque aquela era uma proposta inusitada, pois falar isso para uma pessoa como eu, que não tenho nenhum carisma particular… Fiquei em dúvida. Então, respondi: “Pergunte a Nossa Senhora de qual banco suíço devo tirar o dinheiro”. Porque, para fazer uma congregação religiosa, é necessário muito dinheiro! E ela não se impressionou. Disse: “Tudo bem, padre. Eu vou perguntar.”
Eu achei que não fosse acontecer mais nada, que a coisa acabaria por aí. Mas no dia seguinte eu estava passando pela velha casa da avó de Vicka, onde normalmente ela fala aos peregrinos, e Vicka me cumprimentou e disse: “Eu tenho uma coisa para lhe dizer”. E eu perguntei: “Nossa Senhora disse de qual banco eu devo retirar o dinheiro?” “Não”, respondeu Vicka, “Nossa Senhora disse que você deve gastar o que recebeu na sua herança, porque o que você recebeu é de Deus. Então, gaste o dinheiro que você recebeu e vá cuidar da sua Fraternidade. Porque lembre-se de que é Dela esta Fraternidade”.
Eu fiquei perplexo, porque ninguém ali sabia que meu pai tinha morrido, Vicka não sabia que eu tinha recebido um dinheiro, não podia saber. Então, eu fiquei perplexo. Ainda uma vez deixei Medjugorje com este sentimento: o que é que Deus quer?
Na realidade, eu não queria contar nada disso para ninguém. Mas, por escrúpulo de consciência, achei que devia falar ao menos com o meu bispo. Então, pedi audiência ao meu bispo diocesano, Dom Frei Fernando Antônio Figueiredo, e narrei um pouco do que me tinha acontecido. Mas, como existe tanta falta tanto padre no Brasil, estava completamente seguro de que o meu bispo diria: “Não, continue com seu trabalho”.
Na época, eu era diretor da Renovação Carismática na Diocese de Santo Amaro e fazia bastante bem. Era o pároco de duas igrejas e fazia um bom trabalho. Tanto é verdade que, na missa dos jovens, à noite, na Avenida Américo Brasiliense, a polícia tinha que fechar a rua porque eram muitíssimos os jovens que freqüentavam aquela missa. Então, por um lado eu me sentia muito importante, julgando que deveria continuar com o meu apostolado como pároco e como diretor da Renovação Carismática. Mas, pelo contrário, o meu bispo me disse: “Pe. Eugenio, rezaremos durante um ano para discernir o que o Deus deseja”. Eu me senti mal quando ele me disse: “Vamos rezar”, porque eu pensava que ele iria dizer: “Não, continua, continua com o teu trabalho”.
Passaram-se uns meses, e me lembro que em janeiro de 1994 eu voltei a Medjugorje. Não tinha acontecido mais nada e naquele ano a minha madrinha precisava se operar do coração. Ela não tinha parentes, então eu fui cuidar dela. E qual não foi a minha surpresa quando, passado um ano da minha audiência com o bispo, no dia 22 de agosto de 1994, na Solenidade de Nossa Senhora Rainha, Dom Fernando me telefonou e pediu que escrevesse tudo o que havia ocorrido em Medjugorje, para poder dar andamento à nova fundação, a qual recebeu a sua primeira aprovação no dia 11 de fevereiro de 1995, festa de Nossa Senhora de Lourdes, data em que recebeu o reconhecimento de “Associação de Fiéis” por parte do Bispo de Santo Amaro. Depois disso, as demais aprovações se sucederam, e finalmente, no dia 19 de março de 2005, na Solenidade de São José, a Fraternidade Monástica foi reconhecida pela Santa Igreja como priorado “Sui Iuris” Regina Pacis.
O nome da nossa comunidade é Fraternidade Monástica dos Discípulos de Jesus. Somos uma comunidade mariana, porque nascemos para viver as mensagens de Nossa Senhora, e adotamos também a espiritualide beneditina, ou seja, temos como valores centrais a oração, a leitura espiritual, chamada “Lectio Divina”, e o trabalho, portanto, vivemos a regra de São Bento, o “ora et labora”, oração e trabalho, que para nós se traduz com o nosso lema: “Seja a nossa oração e não o nosso trabalho a marcar o nosso dia”. Com base nesse lema, nos levantamos às 5h, para iniciar o nosso dia com a adoração ao Santíssimo Sacramento. Nossa jornada é permeada pela meditação da Palavra, pelo ofício divino, pelo rosário completo rezado em comunidade, pela celebração da Santa Eucaristia, adoração à Santa Cruz todas as sextas-feiras, etc.
Após estes anos, percebemos o quanto esta obra é abençoada por Deus, pois vivemos totalmente da Providência e dos nossos trabalhos. Desde 1999, não compramos nada no supermercado e, se nos falta algo, pedimos a Deus que nos envie o alimento. Deus, por meio de Maria, toca os corações, pois, como disse Nossa Senhora em uma mensagem particular dirigida a nós por meio da vidente Vicka: “Sou eu a superiora desta Fraternidade, sou eu que chamo aqueles que quero para esta obra, tanto os consagrados, como também os leigos que vos ajudam com o trabalho e com os bens materiais”.
O nosso Mosteiro tem a Casa Mãe aqui na diocese de Santo Amaro, na periferia, no Jardim Mirna, próximo ao terminal Varginha, estando situado à Av. Antônio Carlos Benjamim do Santos, 3973.
Temos três Mosteiros no mesmo terreno: o Mosteiro Regina Pacis, que é a casa de formação, sendo também o mosteiro masculino; o Mosteiro da Visitação, onde residem as monjas; e o Mosteiro Menino Jesus, onde acolhemos jovens, leigos e religiosos que desejem fazer uma experiência profunda de oração. Lá ministramos retiros de um dia todos os terceiros domingos de cada mês, e ministramos também retiros de três e sete dias (retiro de deserto), segundo a espiritualidade beneditina e mariana. Aqueles que desejarem mais informações sobre os retiros podem ligar para nossa secretaria pelo tel (11) 5226-2047.
Temos também em nosso complexo estrutural a igreja pública de “Deus Pai”, com missas de segunda a sábado às 18h, e domingos às 11h e 17 h, com exceção do primeiro domingo, quando temos a Missa de Cura, presidida por mim, às 15h.
Desenvolvemos aqui uma série de trabalhos. Todas as terças-feiras, abrimos o nosso Mosteiro para dar o “sopão” a cerca de 400 famílias, projeto este que se realiza no nosso Galpão “Mamma Margherita”.
Atendemos também as crianças das redondezas, ajudamos várias creches e damos uma especial atenção aos jovens que buscam o nosso Mosteiro como um meio de encontrar a razão de ser de suas vidas.
Trabalhamos ainda na formação e orientação dos Grupos de Oração que desejam viver a espiritualidade de Medjugorje. E fazemos trabalhos manuais: terços, devocionais, geléias, cremes, etc., como forma de manter a nossa obra.
Além disso, todos os dias atendemos confissões em nosso Mosteiro e damos direção espiritual.
Pretendemos expandir o nosso trabalho com a edificação do “Santuário Rainha da Paz”, que está em processo de aprovação nos órgãos públicos. Desde já, estamos orando em agradecimento pelas pessoas que Nossa Senhora Rainha da Paz chamará e enviará para a conclusão desta missão.
Nossa comunidade Monástica é composta por leigos, clérigos, homens e mulheres, celibatários e casados, tendo como carisma a oração e a contemplação nos moldes da vida monástica, com o desenvolvimento de trabalhos de recuperação de crianças, adolescentes e jovens, dando-lhes uma formação social e espiritual, proporcionando-lhes assim a integração na sociedade. Maria quis que este carisma se estendesse também aos casais e leigos para que se consagrassem a Ela e à Igreja por meio do nosso Mosteiro, a fim de viver a vida de oração proposta pela nossa Fraternidade.
Aqui em nosso Mosteiro temos um privilégio todp particular de Nossa Senhora: Ela nos garantiu que todos os dias, às 17h40m, estaria aqui da mesma forma que em Medjugorje, abençoando todos aqueles que estiverem conosco. Por isso, todos os dias, a esta hora, tocam os sinos da igreja e nós nos ajoelhamos e rezamos uma ave-maria em agradecimento a Ela por tantas graças recebidas.
Aqueles que quiserem receber o nosso jornalzinho informativo e formativo “O DISCÍPULO” poderão nos escrever solicitando sua inscrição. Junto com o jornalzinho receberão também um boleto, com o qual poderão nos ajudar com qualquer quantia em prol desta obra de Maria.
Acesse o site: mosteiroreginapacis.org.br